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A obesidade infantil é um alarmante problema de saúde pública, comum nas sociedades desenvolvidas, tendo-se tornado na patologia do foro nutricional mais frequente dos nossos dias.


De acordo com a Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI), 1 em cada 3 crianças portuguesas tem excesso de peso.

Por todo o mundo, as crianças estão a tornar-se obesas em idades progressivamente mais precoces. A obesidade infantil faz com que estas crianças tenham maior risco de desenvolver problemas ortopédicos relacionados com o excesso de peso, estigmatização social e problemas endócrinos. Para além destas preocupações, não nos podemos esquecer que o peso excessivo na infância irá afetar adversamente a saúde na idade adulta. Fatores de risco como hipertensão, dislipidemias, desregulação da tolerância à glucose e problemas vasculares podem instalar-se logo durante a infância e aumentar a probabilidade de doenças cardiovasculares na idade adulta.
 
Por todas estas razões, é muito importante tratar a obesidade infantil antes da idade adulta e aproveitar o facto de que os hábitos são mais suscetíveis de serem corrigidos em crianças do que depois de adultos.

O principal risco da obesidade na infância é a sua persistência na idade adulta. 40% das crianças obesas aos 7 anos e 60% dos adolescentes obesos, também o serão no futuro.

A obesidade prolonga-se mais frequentemente na idade adulta nos rapazes do que nas meninas, pelo que estes deverão ser alvo de especial atenção. Nas meninas com a puberdade, o ciclo praticamente começa do zero: uma rapariga obesa pode tornar-se normal e uma magra pode ficar obesa.

O excesso de peso na adolescência eleva o risco de doenças associadas ao peso na idade adulta (cancro, enfarte, AVC), mesmo que nessa altura o peso regresse ao normal.


INDICADORES DE EXCESSO DE PESO E OBESIDADE - RELAÇÃO PESO-ALTURA

Para avaliar o excesso de peso e a obesidade em crianças e adolescentes também se utiliza a relação entre o peso e a altura dada pelo IMC, mas devido às variações naturais decorrentes do crescimento não se aplica a classificação dos adultos. Em vez disso, utilizam-se tabelas de referência específicas para o sexo e idade e os critérios são definidos pelos percentis:
- Pré-obesidade infantil: quando o IMC é superior ao percentil 85 e inferior ao percentil 95.
- Obesidade infantil: quando o IMC é igual ou superior ao percentil 95.



QUE FATORES CONTRIBUEM PARA A OBESIDADE INFANTIL?

Existem evidências que, desde muito cedo, mesmo ainda na barriga da mãe, o corpo do bebé já se está a adaptar ao tipo de oferta energética e a moldar a forma como aproveita energia. Esta adaptação terá repercussões na vida adulta.
Mais tarde, o aleitamento materno exclusivo e o facto de se evitar a diversificação alimentar precoce constituem fatores protetores de excesso de peso ou obesidade infantil em idade escolar.

Hábitos alimentares incorretos associados a acentuados níveis de sedentarismo, com destaque para um elevado número de horas despendidas frente a ecrãs, como a TV ou computador, são os fatores mais determinantes para o aumento marcado da incidência de obesidade em idade pediátrica.

Alguns fatores que podem contribuir para o excesso de peso e obesidade nas crianças:

Hábitos alimentares
• Mãe reage com alimento às necessidades afectivas do lactente
• Diversificação alimentar precoce
• Permissividade ou autoridade excessiva dos pais
• Excesso de calorias
• Excesso gorduras (sobretudo gorduras saturadas)
• Excesso proteínas (sobretudo devido a um exagerado consumo de carne)
• Excesso de açúcares (açúcar adicionado, doces, bolos, refrigerantes, etc.)
• Ingestão insuficiente de hidratos de carbono complexos
• Inexistência de pequeno-almoço
• Sobrevalorização do almoço e do jantar
• Consumo sistemático de petiscos entre as refeições

Fatores ocupacionais
• Pouca atividade física
• Muitas horas em frente à TV/computador
• Horas de sono insuficientes

Fatores intrísecos
• Excesso de insulina
• Organismo “poupador” de energia
• Perturbações do apetite
• Carga genética

Outros
• Problemas familiares (separação dos pais, mudança de casa, educação pouco firme, nascimento de um irmão, etc.)
• Maus resultados escolares
• Classe social


PREVENIR A OBESIDADE INFANTIL

Refeições regulares e lanches saudáveis que incluam alimentos ricos em hidratos de carbono, frutas e vegetais, produtos lácteos, carnes magras, peixe, aves, ovos, legumes e sementes oleaginosas contribuem para o crescimento e desenvolvimento adequados das crianças sem sobrecarregar energeticamente a alimentação.

As crianças precisam de beber muitos líquidos, especialmente se estiver calor ou se são fisicamente ativas. A água é a melhor opção. A variedade é importante na alimentação das crianças e outras fontes de líquidos como o leite e as bebidas lácteas, sumos de fruta, também podem ser alternativas para fornecer líquidos.

HÁBITOS ALIMENTARES QUE PREVINEM A OBESIDADE INFANTIL:
• Comer a horas certas, não passando mais de 3h sem comer, e fazer 5 a 6 refeições por dia;
• Começar o dia com um bom pequeno-almoço, constituído por leite meio gordo simples ou iogurte de aromas, acompanhados de pão com compota ou queijo ou fruta;
• Não esquecer as merendas da manhã e da tarde, que podem ser semelhantes ao pequeno-almoço, em termos de alimentos oferecidos;
• Iniciar o almoço e o jantar com um prato de sopa de legumes ou uma salada de legumes e vegetais, seguida de arroz ou massa ou batata, quantidades moderadas de carne, peixe ou ovo, sempre acompanhados de salada ou legumes cozidos;
• Garantir o consumo de 2 a 3 peças de fruta por dia, que poderá ser às refeições principais ou nos lanches;
• Utilizar métodos culinários simples e saudáveis (cozidos, grelhados, estufados ou assados, sem adição de gordura nem estrugidos) evitando ao máximo os fritos e os molhos;
• A água é um alimento e é a única bebida que deve ser regularmente ingerida em abundância; os refrigerantes e bebidas açucaradas, devido ao elevado teor em açúcar, corantes e conservantes, devem ser apenas consumidos em situações de exceção (ex.: festas);
• Para prevenir a obesidade infantil, também a ingestão de produtos de pastelaria (bolos, bolachas, biscoitos...), ricos em açúcar simples, farinha altamente refinada e gordura, deve ser excecional;
• Consumir muito esporadicamente refeições rápidas (fast-food, refeições congeladas), pois são nutricionalmente desequilibradas;
• Diminuir o consumo de sal, quer na adição aos alimentos confecionados quer no consumo de alimentos pré-confecionados (batatas fritas, aperitivos, etc.);
• Temperar e cozinhar sempre com azeite, rico em ácidos gordos monoinsaturados e vitaminas lipossolúveis.
• Consumir lácteos em quantidades adequadas, contribuindo para o consumo de alimentos de elevada densidade nutricional.
 
HÁBITOS OCUPACIONAIS QUE PREVINEM A OBESIDADE INFANTIL:
• Implementar hábitos familiares de atividade física regular;
• Incentivar a criança a praticar regularmente atividade física na escola e fora dela;
• Reduzir o número de horas passadas em frente ao ecrã (computador, televisão, consolas ou smartphones e tablets) para o máximo de 1 a 2 h/dia. Lembre-se que quanto mais nova for a criança, menos tempo deve estar exposta aos ecrãs.

 
QUANDO A CRIANÇA TEM EXCESSO DE PESO OU OBESIDADE

É imprescindível consultar o pediatra para avaliar se existe alguma doença subjacente ao excesso de peso, determinar a amplitude do excesso de peso, reencaminhar para o nutricionista e, se necessário, também para o psicólogo.
A maioria dos casos de obesidade infantil deve-se a hábitos alimentares e comportamentais que se enraizaram desde cedo e que muitas vezes são comuns a toda a família. Por isso, o apoio da família é fundamental para o sucesso da terapia. Deve evitar-se por isso fazer refeições à parte para a criança. É importante evitar ter em casa determinados alimentos que possam dar azo a tentações como doces, guloseimas, gorduras ou refrigerantes. Para além disso, é essencial cultivar a prática de atividade física regular, cerca de 60 minutos diários. A família tem ainda o papel importante de manter a criança motivada, o que requer um equilíbrio entre firmeza e diálogo.


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